Estudo de Fills - Parte 1

Estudo de Fills - Parte 1

 

Estudo de fills -parte 1

 

Introdução

O Fill, também conhecido como passagem, repique, virada, evolução, e outros tantos nomes, é uma pequena combinação de notas usadas para enfatizar as diferentes partes de uma peça musical. 
Você já deve saber que, como baterista, sua função na banda, não é somente manter o andamento. O baterista anuncia todas as variações que ocorrem na música, como por exemplo, a entrada de um solo, a passagem da estrofe para o refrão, a entrada do(a) vocalista, etc. Para isso, ele não vai ficar gritando: “Vai cantor, é aqui que entra” ou “Ei Zé; começa o solo”. É aí que entra em ação esta FERRAMENTA chamada Fill.

Muito bem. Já sabemos o que é um Fill, mas que tipo de Fill eu devo fazer? Isso vem com a experiência e o bom senso do baterista. A maioria dos iniciantes (e muitos iniciados) entra fritando tudo na hora de fazer o Fill. De duas uma - ou ele nunca parou para pensar a respeito, simplesmente desce a mão e boa, ou está louco para mostrar a velocidade que consegue chegar.

Pesquisar

Cada estilo musical possui suas particularidades, sua sonoridade, suas frases, sua pegada. Não há uma receita básica ou um Fill exato para cada caso. O que podemos fazer é ouvir o máximo possível de estilos musicais diferentes, pesquisar o maior número de bateristas que pudermos, verificar aqueles que são os mais requisitados em gravações e observar como eles se comportam em diferentes situações. Quando tocamos ritmos que tem sua origem na percussão como, por exemplo, o Samba ou a Salsa, devemos ouvir as variações feitas pela percussão e aproximar nossas frases (fills) desse contexto.

Contagem

Primeiro devemos reconhecer o ponto exato onde colocamos o Fill. Para isso, devemos estar aptos a contar todos os tempos do compasso (em VOZ ALTA). Pratique o exercício abaixo:

 

 

Temos o mesmo exercício só que desta vez vamos tocar na caixa. Note que o Fill “vem avançando” e ocupando o lugar do ritmo; primeiro no tempo quatro, depois nos tempos três e quatro, depois dois, três e quatro e finalmente um, dois, três e quatro. Quanto mais “longo” for o Fill, mais “curto” será o ritmo:

 

 

Agora que você sabe exatamente onde está cada tempo, pode preenchê-lo com a figura que quiser. Vamos mostrar aqui uma tabela com todas as figuras vistas até agora. Note que este exercício consiste em fazer o maior número de combinações possíveis entre as figuras. Ainda não estamos pensando em frases com sentido musical, são somente combinações de células rítmicas. Primeiro precisamos ter o domínio sobre a leitura e execução perfeita de cada célula, antes de perceber o que ela representa musicalmente.

 

 

Nota: Inicialmente, há uma tendência de acelerar o andamento quando se executa o Fill. Para corrigir isso, é necessário praticá-lo com ajuda de um metrônomo e contando os tempos em voz alta. Você pode usar também um CD com suas músicas favoritas, tornando o estudo mais agradávelcasas de Repetição

Vamos aproveitar os exercícios de Fill para conhecermos um novo sinal de repetição. As Casas de Repetição são usadas quando temos diferentes finais para um mesmo contexto. Por exemplo:

 

 

 

 

 

 

Fontes: http://www.batera.com.br

 


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