Naná Vasconcelos

Naná Vasconcelos

 

Naná Vasconcelos

Juvenal de Holanda Vasconcelos, conhecido como Naná Vasconcelos, (Recife, 2 de setembro de 1944) é um músico brasileiro.

Desde jovem se envolveu os tambores nos movimentos de maracatu locais. Começou a tocar aos 12 anos com seu pai numa banda marcial no Recife.

 

Iniciou sua carreira profissional em Recife, tocando bateria em cabarés. Mais tarde, foi percussionista da Banda Municipal local. Acompanhou Gilberto Gil em shows pelo Nordeste.

Mesmo depois de duas décadas tocando pelo mundo, morou em Paris e Nova York, as influências de sua terra estão presentes em tudo o que faz. Dotado de uma curiosidade intensa, indo da música erudita do brasileiro Villa-Lobos ao roqueiro Jimi Hendrix, Naná aprendeu a tocar praticamente todos os instrumentos de percussão, embora nos anos 60 tenha se especializado no berimbau.

 

Em 1967, viajou para o Rio de Janeiro, onde conheceu Maurício Mendonça, Nélson Angelo, Joyce e Milton Nascimento, com quem atuou na gravação de dois LPs.

Em 1970, o saxofonista argentino Gato Barbieri o convidou para juntar-se ao seu grupo. Apresentaram-se em Nova York e Europa, com destaque para o festival de Montreaux, na Suíça, onde o percussionista encantou público e crítica.

 

No ano seguinte, seguiu para São Paulo. Ao lado de Nélson Angelo, Franklin e Geraldo Azevedo, fez parte do Quarteto Livre, que acompanhou Geraldo Vandré em "Pra não dizer que não falei de flores" na fase paulista do III Festival Internacional da Canção.

 

Em 1969, apresentou-se com Gal Costa no Curtisom e no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

 

De volta ao Rio de Janeiro, formou o Trio do Bagaço, com Nélson Angelo e Maurício Maestro, apresentando-se, com o grupo, no México, a convite de Luis Eça.

Naná tem uma extensa carreira no exterior. A partir de 1967 ele atua como percussionista ao lado de diversos nomes de peso: Jon Hassel, Egberto Gismonti, Pat Metheny, Evelyn Glennie e Jan Garbarek. Formou entre os anos de 1978 e 1982, ao lado de Don Cherry e Collin Walcott o grupo de jazz Codona, com o qual lançou 3 álbuns.

 

Atuou na trilha sonora de "Pindorama", filme de Arnaldo Jabor. Nessa época, conheceu Gato Barbieri, com quem viajou para Nova York (EUA) para a gravação de um disco. Nesta cidade, participou de festivais de jazz, como o de Chateau Vallon, e gravou com Jean-Luc Ponty, Don Cherry, Roff Kün, Oliver Nelson e Léon Thomas.

 

Mais tarde, viajou para a Europa. Fez contato com gravadoras parisienses através de Pierre Barrouh. Apresentou-se no Teatro Ranelagh e foi convidado a gravar com Joachin Kunhu, na Alemanha, seguindo, depois para Montreux (Suíça), onde realizou mais um show. Atuou durante dois anos com o Quarteto Iansã, na Europa. Seguiu, depois, para a África, onde permaneceu durante seis meses fazendo pesquisas. Seu primeiro LP, "Africadeus", foi gravado no exterior. Ainda na Europa, compôs a trilha sonora de uma novela para a televisão francesa com temas brasileiros. Em Portugal gravou um disco no dialeto angolano quimbundo.

 

Em 1972, retornou ao Brasil e apresentou, no Teatro Fonte da Saudade, o material com que participou de festivais e gravações com Don Cherry, Tony Williams, Art Blakey, Miles Davis e Oliver Nelson, entre outros, utilizando instrumentos de percussão como o berimbau e a queixada de burro. Nessa apresentação, interpretou o repertório de seu disco "Africadeus" e uma bachiana de Villa-Lobos, regendo um coral e atuando como único músico do show.

 

No ano seguinte, gravou seu segundo LP, "Amazonas", lançado pela Philips, mesclando o ritmo brasileiro ao folclore africano.

 

Ainda na década de 1970, voltou a Paris, onde realizou um trabalho com crianças excepcionais.

 

Trabalhou durante oito anos com Egberto Gismonti, com quem gravou, na Alemanha, o LP "Dança das cabeças" (1977), nomeado Álbum do Ano pela "Stereo Review" e premiado com o Grober Deutscher Schallplattenpreis.

 

Em 1979, gravou o LP "Egberto Gismonti & Naná Vasconcelos & Walter Smetak". Nessa época, transferiu-se novamente para Nova York. Atuou com artistas internacionais como Pat Metheny, B.B. King e Paul Simon.

Em 1986, de volta ao Brasil depois de dez anos, fez turnê recebida com entusiasmo pelo público. Nessa altura, Naná já havia trabalhado nas trilhas dos filmes “Procura-se Susan Desesperadamente”, de Susan Seidelman, estrelado por Rosanna Arquette e Madonna, e “Down By Law”, do cultuado diretor Jim Jarmusch, além de “Amazonas”, de Mika Kaurismäki.

 

É autor da música de "O sertão das memórias", filme de José de Araújo.

O trabalho de Naná sempre demonstrou a amplitude do seu talento, e nos anos 80 gravou o disco “Saudades”, concerto de berimbau e orquestra. Depois, vieram os álbuns “Bush Dance” e “Rain Dance”, suas experiências com instrumentos eletrônicos. Daí por diante, Naná esteve envolvido mais diretamente com o cenário musical brasileiro ao fazer a direção artística do festival Panorama Percussivo Mundial (Percpan), em Salvador, e do projeto ABC Musical, além de participações especiais em álbuns de Milton Nascimento, Caetano Veloso, Marisa Monte e Mundo Livre S/A, entre outros.

Em 1997, voltou ao Brasil. Daí por diante, Naná esteve envolvido mais diretamente com o cenário musical brasileiro ao fazer a direção artística do festival Panorama Percussivo Mundial (Percpan), em Salvador, e do projeto ABC Musical, além de participações especiais em álbuns.

 

Em 1999, lançou o CD "Contaminação", contendo suas composições "Science" (c/ Vinicius Cantuária e Mércia Rangel), "Tá na roda tá", "Irapurú", "Quase choro", "Luz de candeeiro", "Cajú" e "To you to", todas com Vinicius Cantuária, "Lágrimas", "Coco lunar", "Forró do Antero" e "A seca" (c/ Dino Braia, Mércia Rangel e Alceu Valença), além de "Ciranda" e da faixa-título, ambas com Mércia Rangel.

 

Em 2000, participou do CD da banda Via Sat.

 

No ano seguinte, lançou o CD "Fragmentos", uma compilação de temas que compôs para filmes e espetáculos teatrais. No repertório, " Vento chamando vento", "Mundo verde", "Sertão das memórias", "Forró do Antero", "Vozes", "Vamos pra selva", "Caminho dos pigmeus" e "Gorée", além de sua versão para "Marimbariboba" (Domínio Público). Também nesse ano, participou, como arranjador, do CD "Cordel do Fogo Encantado".

 

Em 2002, lançou o CD "Minha Lôa", contendo suas composições "Futebol", "Afoxé do Nêgo Véio", "Estrela negra" (c/ João de Souza Leão), "Goreé", "Macaco", "Don's rollerskates (Tributo a Don Cherry)" e "Curumim", além de "Voz Nagô" (Paulo César Pinheiro e Pedro Amorim), "Isleña" (Kiko Klaus), "Caboclo de lança" (Erasto Vasconcelos e Esdras) e "Forró das meninas" (Erasto Vasconcelos, Guga e Murilo).

 

Lançou, em 2005, o CD "Chegada", com a participação de César Michiles (flautas e saxes), Lui Coimbra (cello, charango e violão), Chiquinho Chagas (piano, teclados e acordeon) e Lucas dos Prazeres (percussão).

 

Em 2006, lançou o CD "Trilhas", reunindo temas que compôs para os filmes "Quase dois irmãos", de Lucia Murat, "Nizinga", de Rose Lacret e Otávio Bezerra, e "Ori - Canção para Aisha", de Raquel Gerber, e para os espetáculos de dança "Corpos luz", da companhia de balé Dança Vida, de Ribeirão Preto, e "Balé de Rua - Uma história brasileira", da companhia Balé de Rua, de Uberlândia. Em todas as faixas, o músico assina voz e percussão.

O CD abre com “Corpos de Luz”, composta para espetáculo homônimo da Cia Dança Vida, que trabalha com jovens da periferia de Ribeirão Preto e foi idealizado pela psicóloga e coreógrafa Paula Vital. O espetáculo aconteceu em outubro de 2006, no Teatro do Colégio Santa Cruz, em São Paulo.

 

Em parceria com Marcos Suzano, Caito Marcondes e Coração Quiáltera, lançou, em 2010, o CD “Sementeira: Sons da Percussão”, contendo suas composições “Sementeira”, “Ifá”, “Convite” e “Ensaio geral”, todas com Caito Marcondes, Marcos Suzano e Coração Quiáltera, “Lua Nova” (c/ Coração Quiáltera) e “Nada mais sério”, além de “Triciclo” e “Ditempus Intempus”, ambas de Coração Quiáltera), “Canto de trabalho” (Caito Marcondes) e “No morro” (Marcos Suzano).

 

Naná Vasconcelos completou 50 anos de carreira em 2006.

Desde então, o percussionista vem se apresentando no Brasil e exterior e se concentrando na já tradicional abertura do Carnaval do Recife. Regendo cerca de 600 batuqueiros, que representam 14 nações de maracatu, Naná também conta, todos os anos, com a presença especial de suas convidadas. Na abertura do Carnaval de 2007, Maria Bethânia abrilhantou a festa com sua magia. Já no Carnaval deste ano, as participações ficaram por conta de Marisa Monte, Elza Soares e Lia de Itamaracá, numa festa sem precedentes, onde público e a mídia brasileira puderam testemunhar uma dos maiores espetáculos dos últimos tempos.

 

 

Trajetória recente de Naná Vasconcelos

Eleito oito vezes como melhor percussionista do mundo, segundo a revista norte-americana Down Beat, Naná Vasconcelos segue consolidando também sua carreira internacional. Gravou DVD na Polônia ao lado de Leszek Mozdzek, virtuoso pianista erudito, com uma apresentação ao ar livre e outra no teatro de Varsóvia. O projeto “Polônia Carioca” nasceu depois das apresentações que ambos fizeram juntos no Rio de Janeiro, uma no morro da Mangueira e outra na Central do Brasil. “Armamos o piano no meio do povo e tocamos”, lembra Naná.

 

Em julho, o percussionista esteve na Alemanha, onde realizou shows todos com casa lotada. De lá, seguiu para Turquia e encerrou o Festival de Jazz de Istambul, junto com Arild Andersen e Kudsi Erguner. Nessa oportunidade, a gravadora ECM Records aproveitou para registrar o show do trio e gravar um CD e DVD que devem ser lançados ainda este ano. Naná participou como convidado da gravação do CD do também percussionista Murat Verdi.

 

Somado a tudo isso, o percussionista trabalha com a reconhecida Cia. de Dança Balé de Rua, de Uberlândia, compondo a trilha sonora e ensaiando o espetáculo “Balé de Rua – Dança e Percussão do Brasil”, para ser apresentado no Teatro Mogador, em Paris, um dos mais importantes da capital francesa. Baseado na própria história da companhia mineira, ou seja, um grupo de dança de rua da periferia de uma cidade do interior do Brasil, que rapidamente conquistou o público nacional e agora projeta-se internacionalmente, Naná Vasconcelos foi escolhido para criar a trilha sonora e orientar os músicos.

 

 

Discografia por data:

Trilhas (2006)

Chegada - Azul Music/Fábrica Estúdios(2005)

Minha Loa - Fábrica Estúdios (2002)

Isso vai dar repercussão - Elo Music/Boitatá (2004) com Itamar Assumpção

No tempo da bossa nova (1997)

Storytelling (1995)

If you look far enough (1993)

Lester (1990)

Vernal equinox (1990)

Rain dance (1989)

Bush dance (1986)

Duas vozes (1984)

Zumbi (1983)

Codona vol 3 (1983)

Codona vol 2 (1982)

Codona vol 1 (1979)

Saudades (1979)

Kundalini (1978)

Sol do meio-dia (1977)

Dança das cabeças (1976)

Amazonas (1973)

Africadeus (1972)

Sinfonia & Batuques (2011)

 

 

Discografia em ordem alfabética:

4 cavaleiros do apocalipse

A seca (c/ Dino Braia, Mércia Rangel e Alceu Valença)

Afoxé do Nêgo Véio

Amazonas

Aquela do Milton

Balança rede

Batalha do Nego Santo

Bird boy (c/ Don Cherry)

Bush dance

Cajú (c/ Vinicius Cantuária)

Calmaria (c/ Mário Toledo)

Caminho dos pigmeus

Cara com cara

Chegada "Corpo"

Ciranda (c/ Mércia Rangel)

Clementina (No terreiro)

Coco lunar

Codona (c/ Collin Walcott e Don Cherry)

Coisas do norte

Contaminação (c/ Mércia Rangel)

Convite (c/ Caito Marcondes, Marcos Suzano e Coração Quiáltera)

Cortina (Curtain)

Curumim

Dado

Dida

Don's rollerskates (Tributo a Don Cherry)

Ensaio geral (c/ Caito Marcondes, Marcos Suzano e Coração Quiáltera)

Espafro

Estrela brilhante (c/ E. Vasconcelos)

Estrela negra (c/ João de Souza Leão)

Forró do Antero

Fui fuio (Na praça) (c/ Teese Gohl)

Futebol

Gorée

Ifá (c/ Caito Marcondes, Marcos Suzano e Coração Quiáltera)

Irapurú (c/ Vinicius Cantuária)

Lágrimas

Let’s go to the jungle

Lua Nova (c/ Coração Quiáltera)

Luz de candeeiro (c/ Vinicius Cantuária)

Macaco

Macacos "Corpo"

Mamãe cadê Baleia (c/ Erasmo Vasconcelos)

Marimbariboba

Morte do Nego Santo

Mundo verde

Nada mais sério

Noite das estrelas (Night of stars) (c/ Erasmo Vasconcelos)

Nos olhos de Petronila "Ondas"

O berimbau

O dia, a noite

Ondas (Nos olhos de Petrolina)

Paletó

Passo

Pregões "Rua"

Quase choro (c/ Vinicius Cantuária)

Que fazer

Rain dance (c/ P. Scherer)

Rameverde (c/ Antonello Salis)

Science (c/ Vinicius Cantuária e Mércia Rangel)

Sementeira (c/ Caito Marcondes, Marcos Suzano e Coração Quiáltera)

Sertão das memórias

Tá na roda tá (c/ Vinicius Cantuária)

Terreiro

Tira o Leo

To you too (c/ Vinicius Cantuária)

Trayra boia (c/ Milan)

Tu nem quer saber (You don’t want to know)

Um dia no Amazonas (A day in the Amazone)

Um minuto

Uma tarde no norte (Na afternoon in the north)

Vamos pra selva

Vento chamando vento (Wind calling wind)

Vozes (Saudades)

Xaxado

Xingu Xangô (c/ Clive Stevens)

Zumbi

 

 

 

 

 

 


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